"É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto." — Caio Fernando de Abreu.
E você nem imagina o quanto eu sofro, o quanto é difícil colocar esse sorriso no rosto e dizer que esta tudo bem, quando na verdade esta tudo indo de mal á pior, o que mais dói em mim é saber que estou sozinha e sinceramente é meio difícil seguir em frente sem ter apoio.
- Tá difícil.
- Você aguenta.
- Eu sei que aguento, já passei por muita coisa nessa vida sozinha, sem a ajuda de ninguém. Só não aguento mais chorar, sabe?
- Chora, chora um oceano. Lembre-se depois da tempestade, vem o sol.
Meu problema é esse: eu nunca tô preparada pra perder alguém. Se eu perco, desabo. Se desabo, me acabo. Se me acabo, eu mudo. E pra voltar a ser a mesma dá um trabalho.